O desenvolvimento humano acontece através
da comunicação e esta ocorre com a interação entre as pessoas. Segundo a visão
sócio-histórica o desenvolvimento é um processo social que se desenvolve ao
longo da vida.
Percebe-se que nos casos de Transtorno do Espectro Autista, há
falhas na interação nos sujeitos, causando déficits de comunicação. Pessoas com autismo
possuem déficit na comunicação e no desenvolvimento da linguagem apresentando por
muitas vezes ausência de fala. Nestes
casos, é preciso encontrar uma forma de apoiar seu desenvolvimento
comunicacional, a Comunicação Alternativa se apresenta justamente para esta
utilização.
A Comunicação Aumentativa e Alternativa
é destinada a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre
sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. A CA possibilita a construção de novos canais de comunicação,
através da valorização de todas as formas expressivas já existentes na pessoa
com dificuldade de comunicação. Gestos, sons, expressões faciais e corporais
devem ser identificados e utilizados para manifestar desejos, necessidades,
opiniões, posicionamentos.
As estratégias e recursos de baixa tecnologia
tem a finalidade de apoiar os alunos com TGD em seu desenvolvimento de
habilidades comunicacionais e sua interação social.
Mostraremos algumas atividades e estratégias de recurso de baixa tecnologia que ajudam estimular vários fatores como: Socialização, Linguagem, Cognitivo e a Motricidade do aluno com TGD. Estes recursos podem ser aplicados com pessoas TGD de 03 a 15 anos de idade em sala de aula, AEE, bibliotecas, em laboratórios de informática ou até mesmo em uma área de lazer junto as aulas de Educação Física. Tanto os professores de sala de aula como também os professores de AEE podem contribuírem para o desenvolvimento do aluno com as atividades selecionadas.
Mostraremos algumas atividades e estratégias de recurso de baixa tecnologia que ajudam estimular vários fatores como: Socialização, Linguagem, Cognitivo e a Motricidade do aluno com TGD. Estes recursos podem ser aplicados com pessoas TGD de 03 a 15 anos de idade em sala de aula, AEE, bibliotecas, em laboratórios de informática ou até mesmo em uma área de lazer junto as aulas de Educação Física. Tanto os professores de sala de aula como também os professores de AEE podem contribuírem para o desenvolvimento do aluno com as atividades selecionadas.
Ampliação das formas de comunicação para alunos com
Transtorno do Espectro Autismo (TEA)
Um bom recurso de comunicação alternativa são os
cartões de comunicação os quais são confeccionados em formato de cartões com
símbolos, figuras, fotos, representando um vocabulário variado e fácil de ser
manuseado, além de ser portátil, podendo ser levado pela pessoa para todos os
lugares, seja em argolas (como chaveiro), carteira de bolso e etc.
Os
cartões de comunicação podem ser utilizados como meio de comunicação receptiva
e expressiva com crianças com autismo, desde que já tenha intenção de
comunicar-se e que esteja na fase simbólica de comunicação.
Jogos e Atividades para alunos com TGD
Atividade 1:
- A professora mostra as figura dos cartões perguntando para o aluno... Como
estamos hoje? Estamos feliz?, Estamos
triste? Estamos com raiva?
Fazendo essas perguntas e mostrando os cartões com as figuras, os alunos irão
demonstrar como estarão se sentindo imitando os gestos da figura.
Atividade 2: Descrição
de imagem
A
imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos
representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de
símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura
diferente. Uma excelente alternativa para os professores de AEE trabalhar com
alunos TGD.
Atividades 3, 4 e 5: A professora deve mostrar para o aluno,
figuras de atividades de Rotina da Vida Diária, como: comer, tomar banho,
escovar os dentes, horário das orações com a família etc. Ela pode
perguntar para o aluno... quais das atividades ele realizou em casa?

Para o aluno
TGD a rotina, significa organização e planejamento. A organização do ambiente e
do que irá ocorrer, torna-se uma referência para a sua organização favorecendo
a sua auto-regulação. O aluno necessita de estratégias pedagógicas, de modo a
ofertar a todas as informações necessárias para a compreensão dos conteúdos.
Dessa forma, cria-se a oportunidade para a autonomia e pode-se motivar o
sentimento de sucesso.
Atividade 6- Colete de comunicação
O
colete de comunicação pode ser utilizado pelo professor. Ele é confeccionado
com um tipo de tecido onde o velcro adere. Cartões de símbolos, miniaturas de
objetos, personagens de histórias,
entre outros. São preparados com velcro e fixados no colete do professor. Enquanto
se realiza a atividade de contar e interpretar uma história, os símbolos ficam
à disposição do professor e dos alunos para que, havendo necessidade, eles
possam ser utilizados para fins de comunicação. Colete feito de tecido sintético que
adere bem ao velcro. Cartões de comunicação ficam expostos na frente do colete
do professor. Nesta imagem, o vocabulário representa partes do corpo humano.
O
uso dos cartões de comunicação vai para além do ambiente escolar, podendo ser
utilizado no ambiente familiar e social. É importante salientar que estes
cartões devem conter figuras ou fotos simples e estar de acordo com a realidade
da criança, seu contexto social e também devem ser funcionais para a criança.
O professor de AEE tem papel fundamental, pois será ele que ensinará o
aluno a utilizar os cartões de comunicação, na sala de AEE e será ele que
investigará junto ao professor de sala comum e familiares quais palavras
pertencem ao contexto do aluno e o que a criança gosta. Após o aluno aprender a
utilizar este meio de comunicação, o professor de AEE orientará professores e
colegas da sala comum e seus familiares como utilizar os cartões com a criança
autista.
Com isso teremos o estabelecimento da comunicação e linguagem e o uso
dos cartões favorecerá também a interação, autonomia e o desenvolvimento
cognitivo.
- Belisário Júnior, José Ferreira. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: transtornos globais do desenvolvimento / José Ferreira Belisário Júnior, Patrícia Cunha. - Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial ; [Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 9. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.
- Bez. Maria Rosangela. Linguagem e Comunicação. In:
Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.






Muito bem executada sua atividade Ana Paula, gostei inclusive do layout, parabéns. Sandra.
ResponderExcluirParabéns Ana Paula! Bem interessante suas sugestões, sabemos da importância de trabalhar com figuras e cartões de comunicação que auxiliam na interação destes alunos. Um abraço! Veiriane
ResponderExcluirGostei muito das estrategias de comunicação postadas por você Ana Paula, principalmente do colete de comunicação para o professor.
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